Nov 16
Nov 16
O vestuário underwear e sua história de intimidade com a mulher através das décadas, as transformações e conquistas femininas no que se refere a liberdade de expressão e sua forma de se vestir e mostrar ao mundo. Ocorreram transformações marcantes nos modelos e tecidos utilizados nas lingeries e moda íntima desde a década de 1920 até a atualidade.
Peças que compõe o vestuário de moda íntima como calcinhas, soutiens, cintas-ligas, espartilhos, camisolas e outras roupas íntimas são acessórios e objetos de desejo.
Na década de 1920 as “liberadas” mulheres usavam vestidos mais curtos e decotados. O intuito não era exibir seios grandes, então surgiram os sutiãs especiais que achatavam os bustos com cores básicas: branco, preto, bege ou rosa. Na década de 1930 o estilo “garçonne” saiu de moda e a silhueta feminina é novamente valorizada. Surgiram então os tecidos elásticos que permitiu a fabricação de modelos mais confortáveis. Logo em seguida surgiram os bojos de tamanho variados e alças elásticas. Em 1939, surgiu um modelo de soutien com bojos que deixavam os seios pontudos e torneados.
Após a segunda guerra mundial, o uso do náilon começou a fazer parte da produção de lingerie e moda íntima. Em 1955, foram criados novos modelos de renda preta e o sutiã peito-de-pombo, que aproximava os seios, deixando-os estufados.
A década de 1960 foi marcada a emancipação da mulher, a liberação do corpo afetando todo o mundo da moda. A moda íntima se torna mais leve, com o encurtamento das saias e a proeminência das meias calças.
A década de 1970 é marcada com a liberação sexual, o uso do jeans, o estilo unissex que muda radicalmente a estética feminina. No vestuário underwear as formas se tornam mais suaves e naturais com ênfase em soutiens e calcinhas no formado te triângulo.
A década de 1980 é marcada pela expressão e o minimalismo. Uma época de opulência e ostentação, de aparecer a qualquer custo, mulheres lutando para serem bem sucedidas no mercado de trabalho. A mulher reencontra a feminilidade através da moda íntima, assumindo um papel importante nos meios de comunicação, nas passarelas e nas telas do cinema: corpetes, meias arrastão com destaque a exposição das curvas femininas.
Diferente da década anterior com relação ao hedonismo exasperado da década de 1980, a década de 1990 é marcada pela sobriedade, a moda mais casual. O corpo é o maior protagonista, a lingerie torna-se uma segunda pele, um artifício para tornar o corpo ainda mais belo.
Surge a lingerie sexy, com peças mais sensuais verdadeiros objetos de desejo. As passarelas mostram cada vez mais lingeries provocativas. Rendas, transparências, cetim seda e lingeries ricas em detalhes belíssimos. Enfatiza-se a quebra de tabus, mostrando cada vez mais o corpo. A palavra “sexy” agora se refere a um sofisticado conceito de “sensualidade”, com duas palavras-chave: requinte e diferenciação.
A tendência agora é um foco fascinante com atmosfera vintage, o uso da cor como uma alternativa para clichés habituais de vermelho e preto em soluções estilísticas que desafiam os tabus com originalidade e bom humor, apostando em design e tecnologia. Novas estampas oferecem um mundo novo ao mercado de moda íntima.
Especialistas do segmento apontam a tendência em rendas e transparências, mas sem abrir mão de um toque “Fetiche” com espartilhos, camisolas e babydolls com cores vivas, estampas de bichos e tecidos suaves.
Fonte:
http://www.martacampos.com.br
http://almanaque.folha.uol.com.br
http://www.fashionretro.com
http://www.lineaintima.net
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